Ah, que saudades de curtir um bom boteco raiz no Centro

Por Frutuoso Oliveira

Hoje é mais um dia de isolamento social. Tenho me ocupado bem nesse período.
Em casa, com a minha companheira Claudia e o cachorro Lupicínio.
São dias de solidariedade e parceria.

O Lupicínio é quem menos entende a situação.
Sai rapidinho fazer suas necessidades e já volta. Cadê sua a rotina?
Assim como eu, ele também adora bares.

E hoje amanheci com uma saudade daquelas de sentar em um boteco.
Um boteco raiz. E pedir uma gelada.
Saudade de descer para o térreo do prédio, na Felipe Schmidt, no Café no Bule, e ouvir seu Manoel reclamar do “Bolsonário”.

Ouvir as histórias do Katinha, de quando chegou matuto no Rio de Janeiro para brilhar na ponta direita do Vasco da Gama.
E depois em tantos outros times desse Brasil afora.
Saber do Batista a quantas anda sua luta contra o neoliberalismo.
Saudade até de discutir, respeitosamente e, às vezes nem tanto, com a turma da nova direita.

Quanta falta do bate-papo no bar do Neri, lá em Coqueiros.

Falar com o colorado Brun e ouvir seus argumentos de que ainda é possível fazer uma revolução neste país.
E o Manú, o cara que torce para um time em cada estado brasileiro.
E o amigo Roberto e sua conversa ponderada, sempre colocando, no meio, frases em italiano e agora, mais recentemente, em francês.
Estou sentindo muita falta.

Saudade da turma do Mercado Público.
Toninho sempre lutando contra o sistema. Ademar defendendo o Bolsonaro.
Saudades do Paulinho, do Mota e do Fernando Braga com suas tiradas engraçadas.
Saudade até da conta, sempre suspeita, que o Lourenço me apresenta, depois de me servir várias Heinekens estupidamente geladas.

Saudades da almôndega recheada com lingüiça Blumenau servida lá no bar do Ori.
Ah! Como eu queria hoje tomar uma gelada no Bolha’s, olhando para a orla de Coqueiros.

Que falta me faz o centro leste da nossa Floripa.
Ali do outro lado da Praça XV: nas ruas João Pinto, Tiradentes e adjacências.

A turma do bar do Alvim. Do peixe frito com pirão de feijão.
A alegria contagiante do Fernando Fernandes.
Até das bolsonices do Neto tenho sentido falta.

E quando teremos novamente nossa roda de samba na Travessa Ratcliff?
As empadas da Sonia, na Empadaria Mineira, a Heineken gelada do irlandês e o papo de política com o sempre bem informado Upiara Boschi.

Saudades de ir na Tralharia, sentar com o Lupicínio, e ouvir sempre uma boa música acompanhada de um chope gelado.
Saudade de um happy hour na Hercílio Luz, com todas as aquelas pessoas lindas, cheias de vida, tomando cerveja de litrão.

Mas eu tenho fé, que tudo isso vai passar.
Vamos superar essa pandemia. Com a cabeça no lugar, fé em Deus e amor no coração.
E em breve, teremos tudo isso novamente.
Muito em breve.
#fiqueemcasa

Confira aqui as reportagens do Floripa Centro

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