Conheça o cemitério onde ‘descansam’ os restos da Ponte Hercílio Luz, na Capital

Por Billy Culleton

Cerca de 50% da estrutura original da Ponte Hercílio Luz, que pesa 5 mil toneladas, foi substituída com a reforma que está chegando ao fim.
Esses ferros ‘descansam’ no depósito do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), no Saco dos Limões, há 3 quilômetros de onde tiveram vida útil por quase um século.

Parte dessas 2,5 mil toneladas da antiga ‘velha senhora’ serão doadas para os municípios catarinenses, que devem utilizá-las para a construção de 800 pontes.

Para pedaços menores ainda não há uma destinação definida. Uma possibilidade é que partes simbólicas, como as selas e as conexões das barras de olhal, façam parte de um museu a céu aberto, no entorno da Beira Mar Continental, embaixo da ponte.
O restante das ferragens será vendido pelo Estado por quilo.

Durante a reforma foram substituídas completamente as seguintes peças: barras de olhal, cabos pendurais, as quatro rótulas (no pé das torres), treliças e o tabuleiro (onde passarão os veículos).

Um pouco da história da ponte:
– É a maior ponte pênsil do Brasil e uma das maiores do mundo>
– Teve sua construção iniciada em 14 de novembro de 1922 e foi inaugurada a 13 de maio de 1926.
– Tem 821 metros de extensão e 339 metros de vão central. As torres metálicas medem 74 metros de altura.
– Representou um marco decisivo para o desenvolvimento de Florianópolis, diminuindo o seu isolamento do restante do território catarinense, pois até então, o acesso à ilha era feito apenas por embarcações.

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