Papelão, latinhas e ferro – Comércio de recicláveis acontece ao ar livre no Centro de Florianópolis

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Um quilo de latinhas de alumínio é comprado a R$ 5,00.
O mesmo peso de papelão, a R$ 0,50.

A negociação acontece em dois locais centrais da Capital: ambos na Avenida Paulo Fontes.

Um está instalado a 100 metros do Mercado Público Municipal, ao lado do estacionamento da Associação Florianopolitana de Voluntários (Aflov).

Num banquinho improvisado na calçada, uma mulher aparentando 35 anos fica sentada ao lado de uma balança.
Os catadores, a maioria com perfil de estar em situação de rua, se aproximam com seus carrinhos, pesam a mercadoria e recebem o pagamento, que varia entre R$ 5 e R$ 7, na maioria das vezes.

Na sequência, o produto é colocado dentro de um caminhão estacionado na frente e será transportado, no final de tarde, aos galpões de recicláveis existentes no Continente.

Prazo para sair
O outro comércio ambulante de recicláveis fica próximo à Praça XV de Novembro, no aterro da Baía Sul.
O local ao ar livre, ao lado de uma lanchonete, está lotado de material, inclusive geladeiras e lavadoras de roupas.
“Hoje é o último dia”, disse à reportagem, nesta terça-feira, 17, um dos dois homens que cuidavam dos produtos.

“Mandaram nós sair daqui”.

A placa com os preços dos recicláveis indicava os valores que aparecem na abertura da reportagem, que são os mesmos utilizados perto do Mercado Público.

Combate ao recolhimento ilegal
O poder público tem buscado coibir o recolhimento ilegal dos recicláveis separados por condomínios, residências e comércios para serem retirados pela Comcap diariamente.

Muitos recicladores se antecipam à Comcap e carregam o material em camionetes e pequenos caminhões.
Na maioria das vezes, escolhem os materiais mais valiosos (como metais e papelão) e descartam o restante.

Estas características não se aplicam aos pequenos ‘atravessadores’ que vão catando latinhas e papelão pelas ruas e também nas lixeiras públicas, na maioria das vezes em pequenas quantidades.

Por que proibir?
Proibir a ação dos recicladores ‘profissionais’, que recolhem o material antes do que a Comcap, seria condenável, caso não fossem levados em consideração dois fatos relevantes, publicou o Floripa Centro, em julho.
A reportagem tratava sobre uma blitzs da Guarda Municipal na região central da Capital.

Primeiro, o material recolhido pela Comcap é destinado integralmente para a Associação de Coletores de Materiais Recicláveis, composta por 200 famílias, que sobrevivem da doação de recicláveis da coleta pública.

O galpão do projeto, que atende a 200 famílias, está instalado no terreno da Comcap, no Bairro Itacorubi.

Outro aspecto relevante: na Associação, TODO o material reciclável é reaproveitado, não apenas o mais valioso.

(Texto e fotos de Billy Culleton)

 

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