Frota de táxis em Florianópolis encolhe 40% por causa da concorrência dos carros de aplicativo

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Foi-se o tempo em que ter uma permissão de táxi na Capital era sinônimo de ‘riqueza’.

Até 2010, apenas 258 ‘privilegiados’ podiam rodar pela cidade.
Na época, conseguir um táxi em determinados horários, principalmente os de pico, era um grande desafio.

A partir daquele ano, a Prefeitura ampliou a frota por meio de concursos públicos, passando para 468, em 2015, e chegando a 698, em 2016.

Mas a chegada dos carros de aplicativo mudou esse cenário e, gradualmente, a clientela substituiu o serviço deficiente e caro dos táxis, pela comodidade, agilidade e preço baixo dos Ubers e 99.

Dados da Prefeitura de Florianópolis mostram a evolução no número de permissões

Como consequência disso, atualmente, há 428 táxis rodando em Florianópolis, 40% a menos que cinco anos atrás, segundo dados fornecidos pela Prefeitura Municipal esta semana.

Nesse período foram devolvidas 66 permissões.
Por outro lado, outros 214 motoristas habilitados a circular não o fazem porque não compensa.

Taxistas pedem legalização do Uber
“Tem que legalizar o Uber!”.
A frase pode parecer contraditória vindo de um experiente taxista da Praça XV.
Mas é o que afirma o manezinho Valmir Francisco de Assis.

“Assim, vai acabar com a essa bagunça!”.

Walmir de Assis mostra os comprovantes das taxas pagas anualmente

Ele se refere à atual falta de normatização relacionada à prestação do serviço de aplicativo.
“Qualquer um chega na cidade e vira motorista de Uber. Eles não pagam impostos, se vestem de qualquer maneira e não conhecem as ruas”.

Para ele, a legalização acabaria com a concorrência, que ele considera desleal.

“Nós pagamos uma licença anual de R$ 400 e outra de R$ 180, além de termos que passar por cursos de qualificação e manter um uniforme padrão”, diz Assis, que tem 22 anos de experiência na profissão.

“Também somos rigorosamente fiscalizados pela Prefeitura: se um pneu está ficando careca já somos multados. Está certo, mas isso também deveria valer para os carros de aplicativo”, sustenta.

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