Interditado e com estrutura abandonada, sede do Clube 12 no Centro vive impasse sobre o futuro

Por Billy Culleton

O que fazer com um prédio obsoleto, tombado e que não pode ser usado para seu principal objetivo, receber eventos?
Este é o dilema que vive a direção do Clube 12 de Agosto com relação à sede da Avenida Hercílio Luz.

O local está interditado para a realização de festas e formaturas desde 2013, na esteira de uma maior fiscalização por causa do incêndio da Boate Kiss, naquele ano.
Só estão liberados para uso o térreo e a sala onde fica a presidência.

Uma reforma para deixá-lo novamente em condições de sediar eventos comemorativos custaria astronômicos R$ 7 milhões.
Já o terreno de 1,5 mil metros quadrados é avaliado em cerca de R$ 10 milhões.

A venda do imóvel chegou a ser aprovada em 2014 e previa a sua demolição e a construção de um prédio de 12 andares, ficando para o clube 30% da área construída.
Porém, a iniciativa teve que ser abortada pelo processo de tombamento, somado à mudança do Plano Diretor quanto ao número de andares que poderiam ser construídos na área.

O clube fundado em 1872 ficou instalado por 92 anos na Rua João Pinto, até que em 1940 foi comprado o terreno na Hercílio Luz.
A nova sede, em estilo modernista, começou a ser construída em 1957 e foi finalizada somente em 1964.
Desde então, o local ficou famoso pelos bailes de Carnaval, de debutantes e pelas colações de grau.

(Foto: acervo do clube)

(Foto: acervo do clube)

Mas agora as elegantes instalações de antanho sofrem com a ação do tempo e a falta de manutenção. O salão principal, no primeiro andar, ainda mantém o charme do passado, mas os demais andares apresentam infiltrações, com pisos, portas e janelas quebradas.

A parte externa também dá sinais de decadência. Moradores de rua usam a calçada lateral para dormir e frequentadores dos bares do entorno costumam urinar nas paredes pichadas.


O clube solicitou à Prefeitura licença para colocar grades na calçada lateral, o que foi negado em razão do prédio estar em processo de tombamento.
Esta semana, no entanto, o clube, em parceria com a Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil (ACGB) de Santa Catarina, começou a limpeza das paredes pichadas.

Resumo da ópera: um belo prédio modernista no Centro, sem condições de uso e cada vez mais mostrando sinais de decadência. E poucas perspectivas de solução…

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