Mais uma lanchonete na calçada perto do Mercado Público reacende debate sobre mobilidade urbana para pedestres

A instalação de um novo quiosque de lanches na calçada, a poucos metros do Mercado Público, está provocando polêmica entre comerciantes e pedestres.
A lanchonete, na Rua Francisco Tolentino, na frente do Camelódromo, está funcionando desde o final de dezembro, num espaço público de 100 metros onde já existem outros dois estabelecimentos gastronômicos semelhantes, além de uma banca de revistas e dois afiadores de tesouras com suas bicicletas.

O quiosque funcionava em outro local público, a 200 metros, na esquina das ruas Francisco Tolentino e Pedro Ivo, mas teve que ser demolido para o alargamento da via.
É que está previsto que alguns ônibus de transporte público provenientes da Ponte Hercílio Luz dobrem nessa esquina para chegar ao Terminal de Integração do Centro (Ticen).

No local onde se encontrava a lanchonete original só restou o piso branco

Nos últimos meses, a área frente ao Camelódromo está bastante tumultuada para o trânsito de pedestres também por causa de uma feira de hortifrutigranjeiros que foi transferida para o local em razão das obras no Largo da Alfândega, onde se localizava anteriormente.

Por ali, passam milhares de pedestres que utilizam o Ticen e que têm que driblar os ambulantes legais e ilegais para chegar ao seu destino.

Comerciantes de lojas fixas do entorno reclamaram a nossa reportagem pela instalação na calçada de mais uma lanchonete. “Não havia necessidade de mais um quiosque, que atrapalha a passagem das pessoas. Por outro lado, dificulta a visualização de nossos comércios”, disse um dos lojistas, mostrando que existem mais três lanchonetes do outro lado da rua, ao lado do Camelódromo.

As outras duas lanchonetes e, ao fundo, a banca de revistas

Tudo dentro da legalidade, atesta a prefeitura
Mas, calma, está tudo dentro da lei, garante a Prefeitura Municipal de Florianópolis.
O superintendente da Superintendência de Serviços Urbanos (Susp), João da Luz, explica que o proprietário da lanchonete tem a concessão para o uso do espaço público até 2025.

“Foi necessário achar um novo local para esse quiosque, já que tivemos que retirá-lo do seu espaço original em razão das mudanças viárias”, afirmou, acrescentando ser preferível um comércio legal, no caso o quiosque, do que ambulantes ilegais que invadem o espaço com mantas para vender seus produtos.

Ele esclarece que todas as bancas pagam impostos, além de um aluguel mensal, cujo valor depende do local da instalação. “O quiosque em questão desembolsa aproximadamente R$ 1,3 mil”.

Questionado sobre alguma política pública para dar mais espaço aos pedestres em locais de grande movimentação, João da Luz ressaltou que isso só será possível quando vencerem os atuais alvarás. “Aí, sim, caberá ao município renovar ou cancelar a licença dessas bancas”.

Proprietário arca com custos de novo quiosque
Emerson Martins, proprietário da lanchonete, diz que estava há 15 anos na esquina da Francisco Tolentino com a Pedro Ivo e que teve que investir R$ 45 mil para construir o novo quiosque.
Ele afirma que o novo local é menor que o anterior, porém, tem mais movimento de clientes. Mesmo assim, Martins afirma que deve demorar bastante tempo para recuperar o investimento.

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