As seis décadas do primeiro “arranha-céu” de Florianópolis

Por Billy Culleton

“A Capital está de parabéns. O soberbo edifício da Praça XV vem dar-lhe novo aspecto. Mais um marco de progresso”.
Esta descrição é o início da reportagem do jornal O Estado de 19 de setembro de 1959, data da inauguração do edifício Meridional, no Centro da Capital.

O prédio de 10 andares sediaria a “majestosa sede da filial do Banco Nacional do Comércio”, segundo a mesma matéria jornalística.

O ‘espléndido arranha-céo que tanto veio embelezar nossa velha fisionomia urbana’, foi construído onde existia um prédio comercial de dois andares do século 19, na esquina das ruas João Pinto e 15 de novembro.

Registro do antigo prédio de dois andares, à direita, em 1940.

Uma das novidades foi que apenas os dois primeiros andares eram comerciais, sendo os restantes, residenciais.

Após o Banco do Comércio, várias instituições bancárias ocuparam o local: Sulbrasileiro, Simonsen, Meridional (que dá o atual nome ao edifício) e, hoje, o Santander.

Um dos moradores do edifício, Rodolfo Cerne, de 87 anos, relembra da festa de inauguração. “A cidade parou para participar do grande evento. Fui contratado para fazer as fotos do evento. Tirei menos de 10 fotografias, que nunca mais encontrei”, conta, na porta de entrada para os apartamentos, na rua João Pinto, cujo saguão ainda possui as estilosas caixas de correio de bronze.

Rodolfo Cerne (D) conversa com o porteiro Djalma Pereira, na entrada do prédio.

Confira outras fotos do edifício:

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