Pânico e mortes no golpe de estado – A mais sangrenta batalha da história de Florianópolis, no Centro, em 1893

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Apoio cultural: Box 32 e CDL Florianópolis

Às 2h da madrugada de 31 de julho de 1893 a Praça XV de Novembro foi tomada por 130 homens a cavalo, armados com espingardas e pistolas.

Comandados por Hercílio Luz atacaram o Palácio de Governo, atual Cruz e Sousa, para destituir o então governador Eliseu Guilherme, no âmbito da Revolução Federalista.

A guarda do governador iniciou a resistência, disposta a barrar os revoltosos.
Dois canhões trazidos às pressas da Fortaleza Santana, na atual Beira Mar Norte, foram usados para tentar amedrontar os invasores.

A cidade foi tomada pelo medo, com pessoas feridas no entorno da sede do governo.

O maior pânico manifestou-se nas casas das famílias que residem ao lado do Palácio, que foram completamente varejadas pelas balas”, publicou o jornal Cidade do Rio, em 1º de agosto de 1893.

Dezenas de tiros de carabina, de todos os lados, romperam as vidraças e marcaram as paredes do Palácio.

Pessoas foram feridas mortalmente dentro da sede do governo, nas ruas do entorno e na Praça XV, entre eles, militares, civis e médicos.

Os mortos foram os civis Manoel Berlinck da Silva e João Fonseca Povoas e o soldado da Força Pública José Gomes.
Foi a única vez que morreu alguém no Palácio por um conflito armado.

Logo pela manhã, Eliseu Guilherme foi obrigado a desocupar o prédio e se abrigar na Capitania dos Portos, atual Museu da Marinha, na Avenida Hercílio Luz.

No mesmo dia, Hercílio Luz fez sua entrada triunfal no Palácio.

Mas não durou muito tempo e logo foi convencido a devolver o poder a Eliseu Guilherme.

Em 1894, ele voltou ao comando do Estado, por meio de eleições.

Entre suas primeiras ações, esteve a reforma do Palácio, que passou a ter a suntuosa aparência dos dias atuais.

Confira o vídeo produzido pela Fundação Catarinense de Cultura:

(A foto de abertura, de 1905, é da Casa da Memória. As demais imagens são da Fundação Catarinense de Cultura, de onde foi extraída a maioria das informações desta reportagem)

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