Personagens do Centro – Vadinho e Luiza: há 43 anos sustentando a família com a venda de banana e mandioca

Manter uma família com quatro filhos com uma pequena banca onde se vende somente banana e farinha de mandioca parece ser uma tarefa difícil para qualquer um.
Mas não para o casal Luiza, 70, e Osvaldo Martins, 74, que há 43 anos marcam ponto numa das feiras de rua do Centro de Florianópolis.
Todas as terças-feiras eles saem de Biguaçu de madrugada e instalam a banca às 6h, na Rua Francisco Tolentino, ao lado do Camelódromo.
Os produtos à venda são produzidos no sítio deles em Três Riachos, interior do município da Grande Florianópolis.

“A venda ambulante nos possibilitou criar os filhos e ter uma vida razoável. É trabalhoso, mas estou acostumado, já que trabalho na roça desde criança”, conta Vadinho, como é conhecido pela clientela, cuja fidelidade pode ser comprovada constantemente.

Apesar das poucas opções de produtos (em menor escala, o casal também vende feijão e banha de porco), a movimentação é constante. “Um pacote de farinha branquinha, por favor”, pede Zezinho, do antigo bar no Mercado Público. “Me vê algumas bananas, seu Vadinho”, diz uma senhora de uns 75 anos.

Seu Zezinho é um dos fiéis clientes da banca

Tudo é pesado na antiga balança de metal que usa pesos de ferro.

Casados há 54 anos, Vadinho e Luiza também têm uma loja de sapatos no Centro de Biguaçu, que agora está sob a responsabilidade de uma das filhas.
Além do Centro, o casal ainda marca presença na feira do Estreito, às quintas-feiras.

Nos demais dias, o aposentado Vadinho se dedica às atividades no sítio, como cuidar das plantações. E a cada duas semanas ele faz uma fornada de farinha de mandioca que rende cerca de 320 kilos.
“Gosto desta vida e quero continuar trabalhando assim até que Deus deixe”, diz este ‘colono da cepa’, com seu largo sorriso.

Feirantes querem ficar no novo local
Tradicionalmente, a feira de hortifrutigranjeiros estava instalada na Praça Fernando Machado nas terças, quartas e sextas-feiras.
No mês passado, por causa da estrutura montada para a Fenaostra, os ambulantes foram transferidos provisoriamente para a Rua Francisco Tolentino, ao lado do Camelódromo, perto do Mercado Público.
Como as vendas são melhores neste novo local, agora os feirantes tentam negociar com a prefeitura para ficar ali.

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