Transformador que ficou no meio da rua é ‘revitalizado’ – Impasse entre prefeitura e Celesc impede remoção

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Desde fevereiro, uma majestosa “unidade de transformação subterrânea” reina absoluta, no Centro, no meio de uma das vias que levam à saída da Ilha.
Na impossibilidade de ser retirado, pela falta de acerto entre a Prefeitura da Capital e a Celesc, o transformador foi ‘revitalizado’ na semana passada, na esquina das ruas Pedro Ivo e Francisco Tolentino.

O último pedido da administração municipal para a transferência do ‘trambolho’ está completando um ano: foi feito em 19 de setembro de 2019.
Há seis meses, a Celesc justificou a demora pelo fato de a prefeitura não ter encaminhado o projeto elétrico da obra.
Procurada novamente pela reportagem do Floripa Centro, na terça-feira, 8, a assessoria de imprensa da Celesc respondeu que ‘o setor está verificando o projeto para dar uma resposta’.
Mas até a publicação desta matéria, na manhã desta quinta-feira, 10, não houve retorno.

Imagens do interior feitas através de uma fresta

Se não é possível retirá-lo, vamos deixá-lo bonito!
Diante do impasse, o artista visual Sérgio Casalecchi, o Cazão, decidiu aplicar a sua técnica de abstração geométrica para dar uma perspectiva colorida à caixa externa do transformador, que estava absolutamente degradada.
“O trabalho de Cazão trata de dinamismo, abstração geométrica, reinterpretação de formas e lugares cotidianos, e um forte interesse por ressignificar espaços públicos e privados, onde mistura novas formas e perspectivas, gradientes coloridos, padrões ópticos e movimentos visuais”, é a descrição do site Artluv sobre o artista.

Mas como o transformador foi parar no meio da rua?
Há décadas, o equipamento ficava na calçada do estacionamento ao lado.
Até janeiro.
Mas para facilitar a chegada ao Ticen dos ônibus que atravessam a Ponte Hercílio Luz, a prefeitura fez mudanças nas ruas, incluindo o alargamento de algumas vias para permitir que pudessem ‘fazer a curva’.
É o caso da Pedro Ivo.
Porém, como o transformador não foi retirado, os ônibus precisam continuar até a outra esquina, no Camelôdromo, para conseguir retornar à Avenida Paulo Fontes e, novamente, retornar até o Ticen.

Perigo latente
“E se houver um acidente com veículos nessa esquina? Imagina o desastre que poderia ser se o transformador explode!”, alerta Beto Barreiros, do Box 32, que passa diariamente pelo local e que sugeriu a pauta ao Floripa Centro.
“Além do transtorno que pode causar na iluminação pública de todo o Centro”, acrescenta.

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