Natal de 1995 – Maior enchente da história de Florianópolis completa 25 anos

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A população do Centro da Capital nunca tinha vivenciado algo semelhante: as principais vias, como as avenidas Hercílio Luz, Mauro Ramos e Osmar Cunha se transformaram em rios.

Os desmoronamentos no Maciço do Morro da Cruz causaram mortes, derrubaram casas e encheram de lama as ruas próximas, destruindo parte do Instituto Federal de Santa Catarina.

As vias de acesso ao Norte e Sul da Ilha ficaram interditadas e a cidade parou.

Tudo foi conseqüência dos 165 milímetros de chuva que caíram entre as 9h da manhã do dia 24 de dezembro e as 10h do dia 25, há exatos 25 anos.
Somou-se, ainda, uma incomum maré alta que não permitiu o escoamento da água.

Em Florianópolis, as regiões mais atingidas foram o Centro, Trindade, Agronômica, Itacorubi, Saco dos Limões e Rio Tavares.

Mortes por toda Santa Catarina

“As consequências daquele episódio foram dramáticas. A enchente afetou 50 municípios catarinenses, com um total de 28 mil desabrigados e 40 mortos. Além da Grande Florianópolis, o Sul do Estado foi fortemente alcançado pelo fenômeno natural. Houve dois mortos em Palhoça e um em Florianópolis”, escreveu o jornalista Carlos Damião, no Jornal Notícias do Dia.

No total, cerca de 200 casas apresentaram risco de desabamento em regiões ambientalmente frágeis (encostas) e quase sete mil pessoas ficaram desabrigadas, descreveu Damião.

Instituto Federal, na Mauro Ramos, foi invadido pela lama (Acervo IFSC)

“Algumas estradas, como as SCs 401 e 404, foram interditadas. O asfalto do Morro da Lagoa foi inteiramente destruído pela força da enxurrada. O prefeito de Florianópolis, Sérgio Grando (1993-1997), buscou ajuda da União e do governo do Estado para recuperar o sistema viário e proteger os moradores das encostas”.

(As fotos são do acervo do IFSC)

Confira imagens, em vídeo do IFSC:

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