Procon vai à Justiça para exigir que Celesc reabra o posto de atendimento presencial no Centro

Com base nas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Procon de Florianópolis ajuizará uma ação civil pública contra a Celesc para reabrir o posto de atendimento presencial no Centro da Capital.
A Aneel dispõe que exista uma loja aberta ao público para cada 10 mil unidades consumidoras, sendo que a cidade tem cerca de 300 mil.

Registro do primeiro dia após o fechamento da loja na Rua Saldanha Marinho

A loja, que fazia 5 mil atendimentos por mês, foi fechada, sem prévio aviso, no final de novembro, para surpresa dos consumidores, acostumados a resolver os seus problemas num local acessível.

Com lucro anual de cerca de R$ 200 milhões, a Celesc afirma que transferiu o atendimento presencial para o Bairro Itacorubi, a 10 quilômetros do Centro, para economizar R$ 300 mil por ano.

Logo depois do fechamento, o Procon notificou a empresa de energia elétrica para que restabelecesse o atendimento presencial aos clientes em local que atenda às necessidades do consumidor.

Logo após o fechamento, a diretora do Procon, Elizabete Fernandes (E), notificou a Celesc

A Celesc respondeu protocolarmente reiterando que não irá reabrir a loja por economia e que existe a opção do cliente ir até o Itacorubi.

Diante dessa postura, nos próximos dias o Procon vai entrar com ação judicial na Vara da Fazenda Pública da Capital.
“É lamentável que tenhamos que recorrer à Justiça para defender o direito de um atendimento próximo e adequado ao consumidor”, afirma o secretário municipal de Defesa do Consumidor, Sady Beck.

Nova loja de atendimento presencial no Itacorubi (Foto: Heda Wenzel/Celesc)

O novo local de atendimento presencial, de acordo com o Procon, é distante e alguns consumidores precisam usar até três ônibus para chegar à loja.

O que diz a Celesc:
A empresa justificou a decisão de fechar a loja no Centro: “No intuito de estreitar e melhorar a relação com seus clientes, a Celesc vem realizando investimentos para além das lojas físicas, oferecendo opções virtuais de atendimento como Agência Web, App Celesc e um sistema de vídeo-monitoramento a ser disponibilizado nas lojas com maior movimento”.
No vídeo-monitoramento, o cliente recebe auxílio de um atendente de outra loja que esteja disponível no momento, via monitor de vídeo instalado na loja aonde se encontra.

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