Só cabiam dois carros – Há meio século fechava o posto de combustível mais central da Capital


Um dos primeiros postos de combustível do Centro da Capital fechou no início da década de 1970.
Estava localizado na Rua 7 de Setembro, entre a Conselheiro Mafra e Francisco Tolentino (há uma quadra das Americanas).
O pequeno espaço, de 40 metros quadrados comportava, no máximo, dois veículos ao mesmo tempo.

“O proprietário chamava-se Valter Maia e a bandeira do posto era Atlantic”, informa Joaquim Sant’anna, pai de Vicente Sant’Anna, atual presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais da Grande Florianópolis (Sindopolis).

Local estratégico
Enquanto funcionou, o mar chegava a poucos metros do estabelecimento, onde atualmente existe um grande estacionamento.

Pela proximidade com o porto da cidade, o posto ficava num local estratégico e inclusive vendia gasolina em lata, possibilitando que os clientes pudessem levar o combustível para outros lugares.

No início da década de 1970, quando foi concluído o aterro da Baía Sul, o posto encerrou as suas atividades.
(Não foi possível precisar o ano da sua inauguração. Porém, há consenso de que o posto já funcionava na década de 1960, época da única foto conhecida do local e que está sendo reproduzida aqui, de autoria desconhecida).

Outras versões
O Floripa Centro pediu a ajuda dos internautas para conseguir mais informações sobre o posto, num grupo no Facebook chamado “Desterro Antesdonte”.
Houve diversas manifestações, que são reproduzidas abaixo.
A reportagem decidiu omitir os nomes dos autores, pois há dados contraditórios, mas que podem ajudar a contar melhor a história do posto histórico, no Centro da cidade.

— “Este posto era de bandeira Esso, mudou de dono diversas vezes e, em determinado período, pertenceu ao senhor Dorival da Silva Lino”.

— “Era do Lino, pai do Murilo Lino. Meu tio tinha um Fusca 1200/1966 e lavava o carrinho aí”

— “Tenho quase certeza quê pertencia à família do Aparício Cordeiro, proprietário da empresa de ônibus Ribeironense”

— “Era um posto Texaco que pertencia a Francelino Cordeiro, proprietário da antiga empresa Ribeironense”

— “Acho que o posto era da Texaco ou Esso. Quem administrava o posto era a família Cristóvão”

(Caso algum leitor tenha novas informações, podem ser colocadas nos comentários do Facebook do Floripa Centro ou mandadas para o e-mail portalfloripacentro@gmail.com)

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