A história do comércio da Capital contada pelos bancos da Praça XV – Conheça detalhes de cada estabelecimento

Por Billy Culleton
Parte da história de Florianópolis nas décadas de 1950 e 1960 está ao alcance da população, no coração da cidade: na Praça XV de Novembro.
Os 35 bancos de granito do entorno da velha figueira trazem os nomes dos comércios mais tradicionais da cidade, naquela época.
A grande maioria não resistiu à modernidade e fechou as portas há mais de 40 anos.

As letras foram se apagando lentamente com o passar dos anos.
Mas nos últimos tempos, estão desaparecendo com mais rapidez por causa da limpeza com hidrojato, feita periodicamente pela prefeitura municipal.

A variedade de estabelecimentos é grande: desde instituições financeiras e concessionárias de veículos até padarias e lojas de roupas.

Com a ajuda de tradicionais florianopolitanos como Nivaldo Machado, Esperidião Amin, Rodolfo Cerne e Manoel Timóteo de Oliveira, além de pesquisa na internet e livros, o Floripa Centro, conseguiu resgatar a história de cada um dos estabelecimentos, eternizados nos bancos existentes na mais famosa praça da Capital.

O Floripa Centro está completando o seu primeiro ano, nesta sexta-feira, 15.
Esta reportagem é um ‘presente’ para todos os leitores e anunciantes que acreditam neste projeto.
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Confira cada um dos bancos:

Confeitaria Chiquinho: um dos mais tradicionais pontos de encontro de Florianópolis, funcionou entre 1904 e 1981. Era constituído por um bar e uma padaria. Estava localizada na esquina da Felipe Schmidt e Trajano, onde atualmente encontra-se a Livraria Catarinense.

Estabelecimentos A Modelar: foi a primeira loja da cidade a vender ‘roupa pronta’. E também a primeira a vender por meio de crediário. O proprietário era Jacques Schweidson. Até 1950, a loja ficava na Rua Trajano, entre Felipe Schmidt e Conselheiro Mafra. Depois foi construído um prédio próprio na mesma rua, porém, entre Felipe Schmidt e Tenente Silveira, frente aos jardins do Palácio Cruz e Sousa, onde ficou até o fechamento, no início da década de 1980.Beba Kola Marte: a gasosa era produzida pela fábrica de Bebidas Irmãos Mendes, em Biguaçu. Feita com essência de cola importada da Suíça, era a bebida preferida na região da Grande Florianópolis. Segundo o site Observatório Social, deixou de ser fabricada após a Coca-Cola, dos Estados Unidos, enviar uma carta aos irmãos proibindo o uso do nome Cola, em qualquer grafia.


Padaria Brasília:
a única com forno elétrico: tradicional padaria, na frente da Praça XV, onde atualmente encontram-se as Lojas Marisa. Fechou as portas no início dos anos 2000.

Pudim Medeiros: há dois bancos na Praça. Produzia pó para pudim. Era um clássico de Florianópolis. O proprietário Edi Medeiros, comercializava por atacado para as mercearias e vendas da região.

Pudim Medeiros: pó para pudim.

Indústrias Moritz: se dedicava à venda de balas e doces. Era famosa pela fabricação da bala rococo (coco moído com mel). Ficava no final da Rua Tiradentes, na região Leste da cidade.

Relojoaria Diamante Azul – Artigos para presentes: pertencia a dois irmãos, na Rua Trajano, perto da Felipe Schmidt. Além de relógios, também vendia câmeras de foto, filmes e, logicamente, artigos para presentes.

Electrolândia – Edifício Ipase: estava localizado no atual prédio da Previdência Social, frente ao Teatro Álvaro de Carvalho. Vendia e consertava aparelhos de televisão, rádios e geladeiras. O proprietário era José Carlos Daux.

Casa Três Irmãos: a loja pertencia aos irmãos Amin: Tuffi, Dahil e Esperidião (pai). Vendia fazenda (tecidos). Ficava na primeira quadra da Felipe Schmidt e funcionou a partir da década de 1930 até o início de 1980.

Há um Ford no seu futuro: a revenda Ford estava localizada nos altos da Felipe Schmidt, na esquina com a Rua Hoepcke, na frente da fábrica de rendas. Começou a funcionar em 1942 e pertencia a dois irmãos Amin: Dahil e Esperidião (pai). O terceiro irmão, Tuffi, já tinha falecido. Fechou na década de 1980.

Ford: carros, furgões, Taunus: Taunus era um dos carros mais vendidos na concessionária.

Ford: Prefect – Anglia – Irmãos Amin: referência aos modelos dos veículos.

Caminhões Ford – Irmãos Amin: veículos pesados vendidos na concessionária Ford.

Ford Mercury: referência ao modelo do veículo.

Ford: Capri, Lincoln, Cosmopolitan: referência aos modelos dos veículos.

Caminhões International: a revenda dos caminhões da norte-americana International Harvester, ficava no Estreito.

Chevrolet, o melhor do mundo: a revendedora de veículos inicialmente estava localizada na Rua Conselheiro Mafra, onde é a Galeria ARS. Depois, foi transferida para a Rua Hoepcke (com Conselheiro Mafra), ao lado da fábrica de rendas, e próxima à concessionária da Ford. Era da família Hoepcke.

A Exposição: loja de roupas finas, na Rua Felipe Schmidt.

INCO: o Banco Indústria e Comércio de SC (INCO) foi fundado em 1934 por um grupo de empresários do Vale do Itajaí. Funcionou até 1968, quando foi comprado pelo Bradesco, que até hoje está situado no endereço original, na frente da Praça XV.

Padaria e confeitaria Sonia: estabelecimento que funcionava na Rua Emílio Blum, perto da Avenida Hercílio Luz.

Meias Lupo: patrocínio da Casa das Meias, ainda existente no Calçadão da Felipe Schmidt.

Laminadora Catarinense: fábrica de compensados, localizada na Rua Pedro Ivo, quase esquina Francisco Tolentino.

Louças – Na Casa (de Barro): ficava na Rua Francisco Tolentino, próximo ao Mercado Público, e vendia artigos de barro.

Casa Yolanda: vendia fazenda (tecidos), na Rua Conselheiro Mafra e Trajano, perto do Largo da Alfândega. Pertencia à família Mussi. Com o sucesso, uma nova loja foi aberta na Rua Felipe Schmidt, entre a Trajano e Deodoro. Ambas fecharam na década de 1980.

Enarco: firma de engenharia, que chegou a ser a maior do Estado. Pertencia à tradicional família Ramos e foi responsável pela construção da nova ala da Maternidade Carlos Corrêa e de centenas de residências e prédios em toda Santa Catarina.

Galeria das Sedas: comércio de roupas femininas, na Rua Trajano Nº 9 pertencente ao casal Benta Cherem Barbato e Jorge Barbato, este último um dos mais tradicionais ‘senadores’ do Senadinho, confraria que se reunia na esquina das ruas Felipe Schmidt e Trajano.

Casas Pernambucanas: a tradicional loja de roupas e produtos para cama, mesa e banho estabeleceu-se na Capital em 1915. Estava localizada na Rua Trajano, entre Felipe Schmidt e Conselheiro Mafra, onde atualmente há um Mc Donalds.

Caixa Econômica: referência à Caixa Econômica Federal que estava localizada na Rua Conselheiro Mafra.

Deposite na Caixa Econômica: referência à Caixa Econômica Federal.

Caixa Econômica – Aguarda seu depósito: referência à Caixa Econômica Federal.

Empreza Florianópolis Ltda – Segurança – Conforto: companhia de ônibus urbano que ligava o Centro aos bairros Córrego Grande, Itacorubi, Saco Grande, Trindade e Agronômica. Foi a precursora da atual empresa de transportes Biguaçu.

Três bancos cujas inscrições estão ilegíveis:



Confira o vídeo com todos os bancos:

SAIBA MAIS SOBRE O PRIMEIRO ANO DO PORTAL FLORIPA CENTRO:

– Ao longo deste primeiro ano, foram publicadas 381 matérias jornalísticas relacionadas ao Centro de Florianópolis.

– A grande maioria delas, notícias exclusivas, apuradas a partir da observação direta dos fatos que acontecem no bairro.

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– O envolvimento e aceitação do público têm crescido exponencialmente nesse período.

– No último mês de abril foram 30 mil acessos ao Portal, de acordo com os dados do Google Analytics.

– Desde o início do ano houve 116 mil visualizações das notícias oferecidas pelo Floripa Centro.

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